terça-feira, 19 de abril de 2011

Rádio: uma mídia pra todos

O rádio “alcança 96% do território nacional, a maior cobertura entre todos os meios de comunicação do país, com público aproximado de 90 milhões de ouvintes. A televisão, vedete do meio, está presente em pouco mais de 87% do país. E não mais do que 60 milhões de telespectadores.”

Não podemos tratar um veículo com tamanha penetração como um patinho feio. O rádio é a melhor forma se você quiser atingir a maioria dos brasileiros, como fez a Coca Cola, em 2001, quando lançou uma campanha publicitária para comemorar 60 anos no Brasil.

Fazer rádio é cada vez mais barato. Aliás, o baixo custo de produção permite que exista mais de 3.600 estações em nosso território. O preço da aparelhagem e do equipamento de transmissão é relativamente barato: o meio de transmissão pode ser até um celular! Se possuir mais dinheiro sua rádio pode adquirir uma linha GSM e carros com retransmissores.

Com a Internet ficou ainda mais fácil: na grande rede sua rádio não requer nem licença do estado. E você pode fazer de casa, com equipamentos simples, que qualquer um pode ter em casa.

Por isso, não duvide: “o rádio é a mídia do futuro”, Alberto Dines, jornalista, em 2004.

Com informações de Milton Jung, autor do livro Jornalismo de Rádio (Ed. Contexto)

domingo, 17 de abril de 2011

Uerj atualiza jornalistas para cobertura de eventos esportivos

Com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e das Olimpíadas de 2016, é cada vez maior o interesse em torno da cobertura jornalística de eventos esportivos.

Pensando nisso a Uerj promove o curso Jornalismo Esportivo: Teoria e Prática.

Voltado para estudantes e profissionais de jornalismo, e ministrado pelos professores Ronaldo Helal, Doutor em Sociologia pela New York University, e Marcelo Barreto, especializado pela The Michigan Journalism Fellowship Program - The University of Michigan / EUA e apresentador do SporTV, o curso será realizado de 02 a 20 de maio de 2011, às segundas-feiras, das 18h30 às 21h30.


O valor é de duas parcelas de R$ 275,00.
As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Cepuerj www.cepuerj.uerj.br, até o dia 27 de abril. Mais informações, envie um e-mail para cepuerj@uerj.br ou telefone (21) 2334-0639.

(Via Assessoria de Imprensa Centro de Produção da Uerj)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A dor da gente não sai no jornal

Fernando Molica

Rio - Nós, jornalistas, adoramos falar mal da nossa profissão. Reclamamos da tensão, da carga horária, dos salários, dos plantões, dos prazos. É quase impossível encontrar, num grupo de três ou quatro jornalistas, uns cinco ou seis que não estejam reclamando da vida e do trabalho (o nível de queixa chega a ultrapassar a lógica matemática). Talvez por cobrarmos tanto de tanta gente — governantes, policiais, empresários, lideranças sindicais — não conseguimos ficar sem nos queixarmos da vida que decidimos ter.

Mas a profissão tem suas vantagens. Desfrutamos de uma singular proximidade com os fatos. Bombeiros trabalham em incêndios; policiais, em locais de crimes; atores em teatros; jogadores de futebol em estádios. Nós trabalhamos em incêndios, locais de crimes, teatros, estádios, enterros, Sambódromo, Congresso Nacional, igrejas, sets de filmes pornográficos.

Essa característica acaba tornando nossa casca mais grossa. Na hora do trabalho, tendemos a não chorar em velórios, aprendemos a não comemorar gols de nossos times, a não xingar quem merece ser xingado. A necessidade de concluir nossas matérias acaba se impondo diante de alegrias e tragédias. Esta imposição nos dá um certo sentido de urgência e de utilidade. Na quinta-feira passada, diante da chacina na Escola Tasso da Silveira, cada um de nós tinha algo a fazer. Correr para o jornal, ir para Realengo, telefonar para policiais, para governantes, para entidades da sociedade civil.

Na correria, demonstramos evidente insensibilidade. Entramos onde não deveríamos entrar, falamos alto, importunamos parentes de vítimas. A preocupação com a busca de uma informação exclusiva chega a ocupar, por alguns longos momentos, o lugar da tristeza. Vigiamos sites de concorrentes, vibramos quando os superamos, esticamos o horário do fechamento. É como, se, de alguma forma, tivéssemos necessidade de retardar o momento de dar como concluído o nosso trabalho. Talvez porque, na hora em que o jornal começa a rodar, fiquemos novamente desprotegidos, expostos à barbárie como qualquer outro cidadão. Reunidos já na madrugada de sexta, sentados em torno de uma mesa de bar, sabíamos que não seria fácil dormir: havíamos acabado de perder nossa armadura profissional, o peso da tragédia se impunha sobre todos. Ter algo a fazer é essencial na hora em que tudo parece perder o sentido. Naquele dia terrível, fazer jornal nos ajudou a não sucumbir.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Respostas essenciais para o radiojornalismo

Leia as perguntas abaixo e guarde as respostas, repetindo como um mantra:

1) No rádio, quando as notícias são consumidas?
R.: Imediatamente, e serão melhores se tiverem utilidade instântanea. A procura e obtenção das informações é um processo contínuo.

2) Em que momento um programa para de ser produzido e editado?
R.: Quando sai do ar. É o que chamamos de edição em fluxo contínuo.

3) O que estabelece a ligação entre a emissora e a região para a qual ela transmite?
R.: As notícias locais. Por isso o jornalismo é um elemnto chave no relacionamento das emissoras de rádio com seu público.

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Como você faria a cobertura de uma importante entrevista coletiva? 
Aqui não há uma resposta objetiva, espero que vocês comentem como fariam, mas eu vou dar umas dicas.

Primeiro, antes da coletiva propriamente dita, entre com informações gerais, explicando do que se trata o evento, dando as informações mais relevantes do release. Fazer isso significa marcar território, você estará dizendo ao ouvinte que sua emissora está atenta e vai, em breve, dar outras informações. Se a entrevista não for previamente marcada esqueça este ponto.

É também importante identificar se a coletiva é relevante o suficiente para transmissão ao vivo. Caso a gerência escolha pela transmissão ao vivo, é bom o repórter fazer uma introdução, identificando quem fala. Lembre-se que o rádio não tem imagem, e precisamos deixar claro quem fala.

Procure entrar no ar de tempos em tempos, informando o ouvinte sobre o que acontece na entrevista coletiva. Não hesite: informação importante transmita sempre, o mais rápido possível!