terça-feira, 7 de junho de 2011

Algumas dicas para reportagem de rádio

1) Antes de sair para o cumprimento de uma pauta, o repórter precisa testar o gravador. Sempre levando pilhas adicionais.

2) O repórter não pode confiar apenas em sua memória, deve anotar o que vê e ouve.

3) Um bom repórter tem grande capacidade de observação, habilidade de comunicação, sensibilidade, criatividade e uma sólida formação intelectual.

4) O repórter precisa saber o que quer contar para o ouvinte. Assim, deve saber se precisa, por exemplo, apresentar números, encontrar personagens, apresentar uma perspectiva histórica ou levantar diferentes pontos de vista sobre o assunto

5) Nem sempre será preciso utilizar números para comprovar a tese. O jornalista pode partir de algo específico, mais restrito, que pode representar bem o que se procura comprovar. Muitas vezes, mais vale um bom caso específico que uma pesquisa oficial.

6) O jornalista precisa estudar suas fontes antes da entrevista, saber com o que cada um pode contribuir para a matéria.

7) As perguntas devem ser abertas (Por quê? Como? O quê?). Assim, a sonora que você gravar terá começo, meio e fim - o raciocínio completo do entrevistado. Perguntas fechadas geram respostas lacônicas, não raro limitadas a "sim" ou "não", o que dificulta a edição.

8) O repórter deve saber o que perguntar a cada fonte, deve pesquisar seu entrevistado para não cair no óbvio durante a entrevista e torná-la mais produtiva.

9) Confira os nomes próprios, peça ao entrevistado que soletre e informe-se sobre a forma correta de pronunciar o nome.

10) O repórter deve sempre preparar antecipadamente as perguntas que irá fazer, e elas devem ser claras, diretas e curtas.

11) Permita que o entrevistado conclua o raciocínio sem interrompê-lo com interjeições, elas atrapalham na edição da entrevista.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Classificados de estágio!

A Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec) vai selecionar dois estudantes de jornalismo para estágio no setor de Comunicação em junho de 2011.

Os candidatos devem cursar do 4º ao 7º período, ter CR igual ou maior a 8,0 e disponibilidade para estagiar no turno da manhã, das 8 às 13h, ou no turno da tarde, de 13 às 18h, no Centro do Rio de Janeiro.

A Protec oferece bolsa-estágio no valor de R$ 500,00, mais vale-transporte e vale-refeição.

Entre as atividades previstas estão a seleção e edição de notícias para o site http://www.protec.org.br/, a produção de matérias e a atualização diária da página na internet.

Os interessados devem enviar currículo para luciana@protec.org.br até o dia 10 de junho, indicando o turno de sua preferência.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

7 dicas para o texto: um passo a passo para ser claro (parte 2)

Dá uma olhada nas primeiras 7 dicas para um bom texto no rádio.

1) Evite os plurais sempre que possível. O singular, se bem utilizado, dá a mesma ideia de conjunto.

2)
O texto precisa ter ritmo: use frases curtas e evite intercaladas.

3) As conjunções pois e porém devem ser evitadas por serem pouco coloquiais e não soarem bem.

4)
Lembre-se de que o texto é feito para ser falado. Expressões rebuscadas podem prejudicar o entendimento do ouvinte e criar certo artificialismo

5)
Fique atento ao efeito sonoro das rimas e palavras com a mesma terminação. Tenha, também, cuidado com cacófatos.

6)
Sempre que o número for do tipo que varia em gênero e o substantivo estiver no feminino, ele deve ser grafado por extenso.

7) Por fim, mas não menos importante, redija o roteiro indicando deixas inicial (D.I.) e deixas final (D.F.) e o tempo da sonora a ser utilizada.

Bloquinho ou gravador?

(via desilusõesperdidas.blogspot.com)

"Quando a gente fica velho, vez ou outra se pergunta como pôde ter sentido, na juventude, tanto medo idiota por coisas banais. Simplesmente porque, na ocasião, certas coisas não eram tão banais assim. Hoje, eu rio disso tudo. Talvez esta seja uma das vantagens de ficar velho: rir dos medos idiotas da juventude.

Era a tão esperada e temida véspera. Na manhã seguinte, eu, um pobre estudante de jornalismo, faria a minha primeira reportagem, para o modesto jornal da faculdade. As vésperas sempre me deixavam ansioso. Era assim desde os tempos de criança, quando eu assistia à missa do galo na tevê esperando o Natal chegar. Naquela noite, além de ansioso, eu estava tenso, com um medo danado de fazer merda. Minha mente viajava...

Não posso esquecer de pegar mais de uma caneta! Na hora H, a caneta sempre falha e a gente fica com cara de bobo. Então o entrevistado dá risada do foca atrapalhado. Isso não pode acontecer! E será que eu levo só um bloquinho de anotações ou um gravador também? Um jornalista experiente me disse, certa vez, que o bloquinho é melhor, porque faz a gente prestar mais atenção nas palavras do entrevistado, consegue captar a essência da matéria. É isso, vou levar só o bloquinho. E se eu não entender a minha letra no bloquinho? Minha caligrafia é péssima! Está decidido: vou levar o gravador. Mas peraí: será que não vou acabar dependente de uma máquina, de um gravador? Meu Deus, tenho de aprender a fazer uma letra mais decente. É, vou levar só o bloquinho. Mas, e se o entrevistado disser que eu escrevi várias mentiras, que ele não disse nada daquilo que está no texto e resolver me processar? Com o gravador, posso provar que ele disse tudo aquilo, sim! E agora?

Resolvi levar o bloquinho e o gravador. Só para garantir. A minha única (e grande) mancada foi esquecer de verificar se as pilhas estavam no gravador. Na hora H, o negócio não funcionou. O entrevistado caiu na gargalhada. Puta sacanagem com um foca atrapalhado. Então eu usei só o bloquinho. Minha letra ficou, naturalmente, horrível, mas aprendi que é bem melhor mesmo prestar atenção nas palavras, captar a tal essência."

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No caso do rádio não temos a opção, precisamos levar o gravador. E sempre verificar se tem pilhas! O radiojornalista precisa da sonora e, claro, de "captar a tal essência".