quinta-feira, 16 de junho de 2011

Newspaper Map

Eles logo alertam: se você tem trabalho, não clique. O Newspaper Map é uma espécia de Google Maps dos jornais pelo mundo. São mais de 10 mil diários listados e localizados no globo pelo site. É bem legal. Através dessa geografia a gente pode perceber como o jornalismo está ligado a democracia: onde há mais jornais, há mais liberdades individuais. Bem, por outro lado também podemos perceber que onde há mais dinheiro e o capitalismo mais forte, há mais jornais.




segunda-feira, 13 de junho de 2011

Outras dicas para uma radioreportagem

1) O modo mais utilizado para a montagem da reportagem é o esquema cabeça+sonora+pé ou cabeça+sonora 1+passagem+sonora 2+pé .  A fonte é anunciada logo antes da entrada da sonora. Este formato é dominante nas reportagens factuais

2) A grande reportagem, o jornalista pode fazer uma colagem de sonoras. Isso pode simbolizar um conflito de opiniões, se as vozes na colagem são discordantes, ou pode formar um painel com opiniões convergentes. A montagem deve ser clara, o ouvinte tem apenas uma chance de entender a mensagem.

3) Uma forma não usual de utilização da sonora é aquela em que a fonte é anunciada depois da sonora. Como não é usual essa “desanunciação” pode causar mais impacto ao ouvinte que as outras formas.

4) A música e os efeitos exploram a sugestão, criando imagens na mente do ouvinte.

5) Utilizar determinada música numa reportagem pode remeter a um sentimento, ou então quebrar a expectativa, surpreendendo o ouvinte.

6) A música pode trazer uma informação complementar, dizer o que não está claro no texto.

7) Nem sempre a música entra "artificialmente", pinçada do CD de um músico profissional. Há casos em que quem canta a música são os próprios personagens.

8) Desde que não prejudique a compreensão do ouvinte, o som ambiente pode enriquecer a matéria. É o que se chama de cenário sonoro: um trem chegando à estação, o alarme que anuncia o início do recreio numa escola, um tiroteio em meio a gritos de pessoas correndo são bons exemplos.

9) O repórter deve indicar alterações no volume e a função da trilha sonora. Use expressões como: sobe, o volume deve aumentar; desce, o volume deve diminuir; BG, volume da música baixo e em background, no fundo de uma fala; corta, o som deve deixar de ser transmitido.

10) Deve-se indicar no roteiro os locutores e o texto de cada um.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

7 dicas para uma radioreportagem

1) A qualidade da reportagem também depende do som. O esforço na apuração do fato pode ser inútil se a gravação ficar distorcida ou não for possível compreender o que está sendo dito.

2) Nunca deixe o gravador sobre a mesa, isso pode prejudicar a qualidade do áudio.

3) Entrevistas com problemas de áudio só devem ser levadas ao ar se o depoimento for fundamental.

4) Uma sonora pode ser "limpa" na edição. Na maioria dos casos, não há problema em cortar algumas repetições ou hesitações, a menos que a edição final fique truncada ou leve a um entendimento diferente da intenção do entrevistado. No entanto, é preciso, antes, avaliar se o silêncio e a hesitação não constituem informação. Eles podem ser úteis para demonstrar ao ouvinte que o entrevistado teve dúvidas ou precisou de alguns segundos para reflexão.

5) Ao emendar declarações cuide para que o trabalho final tenha coerência e para que não sejam alteradas idéias do entrevistado.

6) Antes de iniciar a montagem da reportagem, ouça o material gravado e selecione os trechos que serão utilizados.

7) Redija o roteiro indicando deixas inicial (D.I.) e deixas final (D.F.) e o tempo da sonora a ser utilizada.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Não deixe a notícia morrer

(via desilusõesperdidas.blogspot.com)

Um jovem jornalista tem poucas dúvidas em relação à palavra “suíte”. Ele sabe muito bem que se trata do local em que pretende abater alguma moça. Seu único dilema é decidir por uma suíte mais básica ou por uma suíte mais top, com hidromassagem e pista de dança. No jornalismo, “suíte” é algo bem diferente, é muito mais do que um quartinho de motel.

“Suíte” é o desdobramento do fato, o que acontece no dia ou nos dias seguintes à notícia. Muitas histórias começam hoje e, infelizmente, morrem logo depois, porque o jornalista não se preocupou em ir além ou não teve tempo. Ao contrário dos filmes franceses, que têm começo, têm meio, mas não têm fim, a história jornalística precisa de um desfecho.

Muitas notícias acabam numa nota ou num pronunciamento oficial. Um exemplo: policiais torturam e matam um inocente qualquer numa favela qualquer. Então o comandante do batalhão dá uma resposta qualquer à imprensa, diz que vai abrir uma sindicância interna (qualquer) para investigar os fatos. E a história acaba por aí. O jornalista não apura mais nada, nem fica sabendo se a sindicância foi realmente aberta.

Acompanhei histórias que duraram meses. Buscava elementos novos, interessantes. Algumas dessas histórias pareciam os velhos folhetins de jornal. Mas confesso que demorei um pouco para entender a verdadeira importância da suíte no jornalismo.

Quanto às suítes de motel, desde muito jovem nunca tive dúvidas. Um amigo, mais velho, me ensinou em quais ocasiões devemos optar por uma suíte básica e em quais devemos optar por uma suíte top. Tudo depende sempre, dizia ele, da beleza da moça, a famosa relação custo-benefício. Puta canalha!