segunda-feira, 4 de abril de 2011

Livros pra jornalista ler

Desde sempre a gente escuta que só escreve bem quem lê muito. O jornalista tem que escrever bem, é o nosso ganha pão! Vou passar pra vocês uma lista, de 2007, com um monte de livros legais pra jornalistas. Os bons livros nunca caducam.

As dicas vieram do site do programa de treinamento do jornal paulistano Folha de S. Paulo.

Entre dezenas de títulos eu destaco três:
"A arte de escrever bem", da Dad Squarisi e da Arlete Salvador

"A arte de fazer um jornal diário", do jornalista Ricardo Noblat


"A Regra do Jogo", de Claudio Abramo.




domingo, 3 de abril de 2011

A obrigatoriedade da 'Voz do Brasil'

Qual é a diferença entre a rede pública, estatal e comercial? Parece claro que a rede comercial de comunicação tem por objetivo o lucro. Mas e a diferença entre público e estatal?

Tentar achar essa distinção é coisa de brasileiro. Na verdade, por definição, tudo que é estatal é público, e por isso não deveria haver diferença entre público e estatal. Acontece que no Brasil entendemos a rede estatal como sendo dirigida e controlada pelo governo, de chapa branca. Já a rede pública seria controlada pela sociedade. Em suma, a rede estatal serviria aos interesses do governo – ou do governante – e a rede pública serviria aos interesses do cidadão.

Falo isso porque na última aula a gente fugiu do tema proposto pra cair em outro muito interessante: a obrigatoriedade da Voz do Brasil.

A Voz do Brasil surgiu durante a ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas, em 1935. A partir de então, todas as emissoras do país deveriam retransmitir o programa, que é a mais antiga atração do rádio brasileiro a se manter no ar sem interrupções.

No argumento de alguns a favor da obrigatoriedade da ‘Voz’ está o fato de que o noticiário oficial seria fundamental nos rincões do Brasil, um país-continente. Seria uma forma de democratizar a informação a todos os cidadãos. Porém, o texto falado pelo programa é inacessível ao brasileiro médio, principalmente àqueles habitantes do interior.

Em 1935, quando a 'Voz' do Brasil foi criada, ainda havia razão de o programa ser transmitido às 19 horas. Naquela época não havia televisores e as famílias se reuniam ao redor do rádio para se entreter, como nós fazemos hoje com o Jornal Nacional. Há muito tempo o horário nobre do rádio deixou de ser 19 horas, não faz mais sentido essa obrigação.

Para Eugênio Bucci, jornalista, professor da USP e ex-presidente da extinta Radiobrás, o verdadeiro motivo para o governo ainda ser a favor da obrigatoriedade de transmissão da Voz é que “a maioria dos parlamentares, da Câmara e do Senado, gosta de aparecer no noticiário chapa branca de suas respectivas casas legislativas. Acreditam que A Voz do Brasil é uma boa promoção pessoal e, melhor ainda, sem custo (para eles)”. Para não brigar com suas bases parlamentares o Governo deixaria tudo como está.

Para Bucci, “a convicção brasileira é de que a comunicação pública é sempre, de modo disfarçado ou mais escancarado, um modo de martelar doutrinas e opiniões sobre a consciência dos cidadãos”. O jornalista ainda completa categoricamente: “a comunicação pública nada mais é do que propaganda política.”

O cidadão tem o direito constitucional à informação, em vez disso, ao ser obrigatória, a Voz chega ao ouvinte com sua credibilidade corroída. Para Eugênio Bucci, o programa poderia despertar um interesse legítimo tanto em ouvintes quanto as emissoras se estivesse livre desse caráter compulsório. Mais, “poderia disputar a audiência em termos saudáveis e fazer diferença pela substância das reportagens que fosse capaz de por no ar”, acredita Bucci.

Sendo objetiva e fazendo bom jornalismo, a Voz também ajudaria a combater, de forma mais eficaz, o monopólio da mídia comercial – outro argumento dos favoráveis a obrigação de transmissão do programa.

Eugênio Bucci ainda enumera mais um motivo para a não obrigatoriedade da Voz do Brasil: “A comunicação pública não é nem poderia ser impositiva. A comunicação pública deve ser pautada por aquilo que o cidadão tem o direito de saber, e não por aquilo que as autoridades têm o interesse (eleitoral) em alardear”.


Veja mais:
Amordaçada pela obrigatoriedade, artigo de Eugênio Bucci para o Observatório da Imprensa

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Jornalistas no Cinema

Hoje é sexta-feira, viva!

Para aqueles que gostam sempre de ver filmes no fim de semana, faço uma lista de longas sobre jornalistas ou sobre o próprio jornalimo. Ah, com a ajuda do Novo em Folha.

O primeiro da lista é O Solista, com Robert Downey Jr. e Jamie Foxx. O filme é baseado na história real do prodígio musical Nathaniel Ayers, que desenvolveu esquizofrenia na famosa escola de artes Juilliard, de Nova York. Nathaniel foi descoberto nas ruas de Los Angeles pelo jornalista Steve Lopez, que escreveu o livro homônimo sobre a vida do artista.

Outra dica é o famoso A Montanha dos Sete Abutres, com Kirk Douglas. Também tem o bom Boa Noite, Boa Sorte, trama que traz a história do jornalista da CBS Edward R. Murrow e sua crítica ao senador McCarthy (macartismo)durante a Guerra Fria. O filme mostra, sobretudo, que a postura ética no jornalismo é capaz de combater os mais nebulosos interesses políticos e empresariais.

Frost/Nixon também é bem legal. A história do filme começa quando uma série de novos documentos provam a participação de Richard Nixon no Escândalo de Watergate e o levam ao discurso de renúncia da Presidência dos Estados Unidos em 1974.

Claro, Cidadão Kane, de Orson Welles, está na lista.

Mostrando os jornalistas como anti-éticos, na luta pela informação, indico A Estranha Perfeita. De 2006, com Leonardo DiCaprio, o bom Diamante de Sangue, que conta a guerra civil em Serra Leone. O roteiro une uma jornalista, um mercenário e um africano local em busca de seus objetivos.

Para fechar a lista por hoje, não poderia faltar o Superman, qualquer versão. Por motivos óbvios.

Classificado de estágio

Marketing e Tecnologia
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