segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sem Vergonha

Direto do blog Desilusões Perdidas

Repórter não pode ter vergonha de fuçar no dicionário quando tem dúvida. De admitir que é leigo num monte de assunto. De confessar ao entrevistado que não entendeu a resposta. De não ser um intelectual.

Não pode ter vergonha de ter medo. De errar. De pedir desculpas. De tomar furo.

Repórter não pode ter vergonha de fazer pergunta em coletiva. De soltar a voz na rádio. De meter as caras na TV. De entrar onde não foi chamado. De ligar 10 vezes pra fonte que não dá retorno.

Não pode ter vergonha de cobrir buraco na rua. De fazer notinha de rodapé.

Repórter não pode ter vergonha de chorar aumento de salário pro chefe. De implorar frilas pros amigos. De revelar pra namorada o saldo de sua conta bancária. De matar a fome na boca-livre.

Não pode ter vergonha de um dia ainda ser assessor de imprensa.

Repórter não pode ter vergonha de se emocionar na cobertura de uma tragédia. De dizer pra que time torce. De soltar um “puta que pariu” no meio da redação se estiver estressado. De carregar bloquinho e caneta até quando sai com os amigos.

Repórter não pode ter vergonha de ser repórter.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estreia na próxima segunda: Vida de Estagiário

É hoje e amanhã! Comunicação e Democracia: As Redes e a Rua

Em 2011 fomos surpreendidos pelos eventos políticos no mundo árabe e na Espanha. No Brasil, organiza-se manifestações pela liberdade e intensos debates acontecem em torno dos direitos autorais, controle da internet e da relação do estado com a cultura. Uma dinâmica singular atravessa as redes sociotécnicas e as manifestações públicas, reconfigurando a política no contemporâneo. Novas questões e novos atores transformam antigos problemas ligados à comunicação e à democracia.
Nesses dois dias de trabalho gostaríamos de nos concentrar nessas dinâmicas.

PROGRAMAÇÃO

25 de Agosto | Quinta-feira

Mesa da Manhã:
Ivana Bentes (UFRJ), Daniel Aarão Reis (UFF), Renata Lessa (UFF)
Horário: 9h30 às 12h30
Coordenação: Isaac Pipano (UFF)

Mesa da Tarde:
Marcus Faustini (Escritor e gestor público), Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo),
Renato Roseno (PSOL/Ceará)
Horário: 14h30 às 17h30
Coordenação: Rodrigo Capistrano (UFF)

26 de Agosto | Sexta-feira

Mesa da Manhã:
Fernando Resende (UFF), Fernanda Bruno (UFRJ), Cezar Migliorin (UFF)
Horário: 9h30 às 12h30
Coordenação: Edinei Genaro (UFF)

Plenária – Sistematização dos Debates
Horário: 14h30 às 17h30
Sistematização dos Debates

Local: Rua Tiradentes, 148, Ingá – Niterói


Organização:
KUMÃ – Laboratório de Pesquisa e Experimentação em Imagem e Som (Rodrigo Capistrano, Isaac Pipano, Ednei Genaro)
Departamento de Cinema e Vídeo – IACS, UFF
Programa de Pós-Graduação em Comunicação – IACS, UFF
http://redeserua.blogspot.com/
https://www.facebook.com/event.php?eid=261586623859784  

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mais sobre a pauta

Eu já falei sobre pauta em alguns posts sobre a pauta, mas vou falar de novo porque é um assunto que não se esgota. E um autor complementa o outro.

No livro A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística, Nilson Lage diz que "a denominação pauta aplica-se  duas coisas distintas:

a) ao planejamento de uma edição ou parte da edição (nas redações estruturadas por editorias_de cidade, política, economia etc.), com a listagem dos fatos a serem cobertos no noticiário e dos assuntos a serem abordados em reportagens, além de envetuais indicações logísticas e técnicas: ângulo de interesse, dimensão pretendida da matéria, recursos disponíveis para o trabalho, sugestõe de fontes etc.

b) a cada um dos itens dese planejamento, quando atribuído a um repórter. Ele dirá 'a minha pauta', quer que a tenha recebido como tarefa, quer a tenha proposto (o que é comum, particularmente com free lancers)."

Ainda para Nilson Lage, pautas de notícias devem conter:
1) o evento;
2) exigências para a cobertura (credenciais, traje etc.) e contatos para confirmação ou detalhamento da tarefa;
3) indicação de recursos e equipamentos (se comfotografia ou sem; condições para capitação de imagens);
4) o que se espera em termos de aproveitamento editorial (tamanho, duração, previsão de destaque ou urgência) e, no caso das redes de rádio e televisão, a posibilidade de emissão local, regional ou nacional: a localização dos eventos e até a identicação de algumas pessoas é feita diferentemente se a matéria é dirigida ao público de uma cidade ou se destina a um estado inteiro ou a todo país.

Se for o caso, acrescentam-se:
5) o alinhamento editorial, com dados sobre o contexto. Por exemplo, a instrução de relacionar a inauguração da fábrica com o surto de desomprego, de suscitar na entrevista coletiva tal ou qual linha de questionamento etc.;
6) a indicação de fontes subsidiárias, consultores etc.