O Centro Pulitzer lançou a bolsa Persephone Miel, em colaboração com a ONG Internews, que vai dar U$ 7.500 a um jornalista quer more fora dos Estados Unidos. O repórter, fotojornalista, produtor de rádio ou televisão deverá apresentar uma reportagem sobre algum tema de relevância mundial. As inscrições terminam em 15 de fevereiro. Outras informações estão em pulitzercenter.org.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Você sabe usar o Twitter com eficiência?
A galera da Boo-Box, uma empresa de publicidade brasileira especialista em mídias sociais, divulgou alguns passos para a gente entender como usar o Twitter com mais eficiência.
Vamos lá:
1. Inclua em sua bio algumas palavras-chave sobre seus interesses, para as pessoas saberem por que devem te seguir.
2. Atenção aos horários. Às 5 da manhã é difícil alguém ler. Quando seu público está online?
3. Pense em “manchetes”. Use frases curtas mas completas, com palavras que chamem a atenção.
4. Compartilhe boas causas.
5. Use Hashtags pra ajudar os usuários a encontrar tweets relacionados. #mas #não #exagere.
6. Além de monitorar as menções da sua arroba, configure uma busca por seu nome, site etc.
7. Ter um grande número de seguidores não diz muito. Precisa impactar a audiência.
8. Faça perguntas. Estimule conversas, crie engajamento.
9. Confira seus tweets antes de publicar e veja se o link está abrindo.
10. Não há um mínimo para o número de tweets diário. Se você tuitar sobre um post novo no seu blog, é até interessante repetir em horários diferentes para atingir mais leitores.
11. Ao fazer #FF (Follow Friday), inclua um comentário explicando por que os usuários indicados são interessantes.
12. Releia os seus tweets anteriores pra saber quais posts geraram mais retorno. Procure lacunas de conteúdo ou redundâncias.
13. Facilite o compartilhamento: mantenha-se abaixo dos 120 caracteres.
14. Personalize o background do seu perfil.
Vamos lá:
1. Inclua em sua bio algumas palavras-chave sobre seus interesses, para as pessoas saberem por que devem te seguir.
2. Atenção aos horários. Às 5 da manhã é difícil alguém ler. Quando seu público está online?
3. Pense em “manchetes”. Use frases curtas mas completas, com palavras que chamem a atenção.
4. Compartilhe boas causas.
5. Use Hashtags pra ajudar os usuários a encontrar tweets relacionados. #mas #não #exagere.
6. Além de monitorar as menções da sua arroba, configure uma busca por seu nome, site etc.
7. Ter um grande número de seguidores não diz muito. Precisa impactar a audiência.
8. Faça perguntas. Estimule conversas, crie engajamento.
9. Confira seus tweets antes de publicar e veja se o link está abrindo.
10. Não há um mínimo para o número de tweets diário. Se você tuitar sobre um post novo no seu blog, é até interessante repetir em horários diferentes para atingir mais leitores.
11. Ao fazer #FF (Follow Friday), inclua um comentário explicando por que os usuários indicados são interessantes.
12. Releia os seus tweets anteriores pra saber quais posts geraram mais retorno. Procure lacunas de conteúdo ou redundâncias.
13. Facilite o compartilhamento: mantenha-se abaixo dos 120 caracteres.
14. Personalize o background do seu perfil.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Talk show com Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg
Vale pra todo mundo o convite feito pela gerente de jornalismo da CBN, Mariza Tavares.
A rádio que toca notícia. O slogan que até hoje acompanha a CBN traduz um conceito que, antes da criação da emissora, em 1º. de outubro de 1991, não existia no Brasil. Informação isenta, com espaço para a pluralidade de opiniões e a análise crítica do que está por trás dos fatos – este sempre foi e continua sendo o compromisso da CBN com seus ouvintes e internautas. Para comemorar esses 20 anos de trajetória, a CBN preparou programas e talk shows com plateia em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e em Belo Horizonte. Esta é a atração especial do Rio, na próxima segunda, dia 3. Eu ficaria muito feliz de ver você lá.
Dia 3/10, segunda, das 20h às 21h – talk show com Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, com mediação de Carolina Morand: “Um balanço dos últimos 20 anos da economia brasileira e os desafios para os próximos 20”. Os ingressos poderão ser retirados a partir das 15h na bilheteria do teatro.
Local: Teatro Oi Casa Grande – Avenida Afrânio de Mello Franco 290 (ao lado do Shopping Leblon)
Dia 3/10, segunda, das 20h às 21h – talk show com Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, com mediação de Carolina Morand: “Um balanço dos últimos 20 anos da economia brasileira e os desafios para os próximos 20”. Os ingressos poderão ser retirados a partir das 15h na bilheteria do teatro.
Local: Teatro Oi Casa Grande – Avenida Afrânio de Mello Franco 290 (ao lado do Shopping Leblon)
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Os entrevistados que ficam de fora
Você encontra um especialista muito fera na área de sua cobertura. Um acadêmico que é referência, ou um agente público importante, alguém com muita experiência prática etc.
Encontra o telefone da pessoa, explica sobre o que é a pauta e pergunta se ela pode ceder uns minutos do dia para uma entrevista.
Ela aceita, vocês marcam um horário, a conversa – principalmente em pautas mais aprofundadas – toma um belo tempo do dia dela.
No dia que você disse a ela que a reportagem seria publicada, ela compra o jornal, na expectativa de ver todas aquelas informações que te passou recheando seu texto. Na maioria das vezes, encontra apenas uma frase e sente-se frustrada. Às vezes, nem isso: ela não foi nem sequer citada.
Essa é uma das situações mais comuns em jornalismo. As fontes mais requisitadas, que conhecem melhor o processo de produção de um jornal, sabem que isso é comum e não se importam. Mas aqueles mais reservados, que falam menos com a imprensa, muitas vezes ficam chateados, achando que perderam tempo ao falar tanta coisa boa pr'aquele jornalista.
Por que acontece isso?
Primeiro, porque o espaço no jornal é muito limitado. Às vezes temos que tratar de temas espinhosos, complexos, que mais mereceriam uma tese acadêmica, e condensá-los ao máximo, da forma mais concisa possível, em 40 cm de texto (o que já é considerado um texto "grande" na Folha). Pra se ter uma ideia de como não é NADA, 40 cm equivale a 2.700 caracteres, com espaços, na medição do Word.
Segundo, porque, para fazer uma matéria realmente aprofundada, precisamos ouvir MUITA gente. Precisamos de nos cercar, para ter certeza de que não estamos falando bobagem. E aí, realmente, não cabe todo mundo – senão o texto vira um amontoado de aspas, que não tem fluidez nenhuma, não dá nenhum prazer de ler.
Por isso, quando vocês deixarem um bom entrevistado de fora, vocês podem ter a delicadeza de explicar a ele, depois, que, durante a edição do texto (na maioria das vezes nem feita por você, mas pelo redator ou editor), a informação que ele passou teve que ser cortada. Mas – o que é o mais importante –, sem aquela informação você não teria conseguido embasamento suficiente para fazer aquela matéria.
O entrevistado que fica de fora é tão importante quanto o que entra. E as informações que ele passou estão em cada entrelinha do texto.
(Ctrl C + Crtl V do blog Novo em Folha)
Encontra o telefone da pessoa, explica sobre o que é a pauta e pergunta se ela pode ceder uns minutos do dia para uma entrevista.
Ela aceita, vocês marcam um horário, a conversa – principalmente em pautas mais aprofundadas – toma um belo tempo do dia dela.
No dia que você disse a ela que a reportagem seria publicada, ela compra o jornal, na expectativa de ver todas aquelas informações que te passou recheando seu texto. Na maioria das vezes, encontra apenas uma frase e sente-se frustrada. Às vezes, nem isso: ela não foi nem sequer citada.
Essa é uma das situações mais comuns em jornalismo. As fontes mais requisitadas, que conhecem melhor o processo de produção de um jornal, sabem que isso é comum e não se importam. Mas aqueles mais reservados, que falam menos com a imprensa, muitas vezes ficam chateados, achando que perderam tempo ao falar tanta coisa boa pr'aquele jornalista.
Por que acontece isso?
Primeiro, porque o espaço no jornal é muito limitado. Às vezes temos que tratar de temas espinhosos, complexos, que mais mereceriam uma tese acadêmica, e condensá-los ao máximo, da forma mais concisa possível, em 40 cm de texto (o que já é considerado um texto "grande" na Folha). Pra se ter uma ideia de como não é NADA, 40 cm equivale a 2.700 caracteres, com espaços, na medição do Word.
Segundo, porque, para fazer uma matéria realmente aprofundada, precisamos ouvir MUITA gente. Precisamos de nos cercar, para ter certeza de que não estamos falando bobagem. E aí, realmente, não cabe todo mundo – senão o texto vira um amontoado de aspas, que não tem fluidez nenhuma, não dá nenhum prazer de ler.
Por isso, quando vocês deixarem um bom entrevistado de fora, vocês podem ter a delicadeza de explicar a ele, depois, que, durante a edição do texto (na maioria das vezes nem feita por você, mas pelo redator ou editor), a informação que ele passou teve que ser cortada. Mas – o que é o mais importante –, sem aquela informação você não teria conseguido embasamento suficiente para fazer aquela matéria.
O entrevistado que fica de fora é tão importante quanto o que entra. E as informações que ele passou estão em cada entrelinha do texto.
(Ctrl C + Crtl V do blog Novo em Folha)
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Sem Vergonha
Direto do blog Desilusões Perdidas
Repórter não pode ter vergonha de fuçar no dicionário quando tem dúvida. De admitir que é leigo num monte de assunto. De confessar ao entrevistado que não entendeu a resposta. De não ser um intelectual.
Não pode ter vergonha de ter medo. De errar. De pedir desculpas. De tomar furo.
Repórter não pode ter vergonha de fazer pergunta em coletiva. De soltar a voz na rádio. De meter as caras na TV. De entrar onde não foi chamado. De ligar 10 vezes pra fonte que não dá retorno.
Não pode ter vergonha de cobrir buraco na rua. De fazer notinha de rodapé.
Repórter não pode ter vergonha de chorar aumento de salário pro chefe. De implorar frilas pros amigos. De revelar pra namorada o saldo de sua conta bancária. De matar a fome na boca-livre.
Não pode ter vergonha de um dia ainda ser assessor de imprensa.
Repórter não pode ter vergonha de se emocionar na cobertura de uma tragédia. De dizer pra que time torce. De soltar um “puta que pariu” no meio da redação se estiver estressado. De carregar bloquinho e caneta até quando sai com os amigos.
Repórter não pode ter vergonha de ser repórter.
Não pode ter vergonha de ter medo. De errar. De pedir desculpas. De tomar furo.
Repórter não pode ter vergonha de fazer pergunta em coletiva. De soltar a voz na rádio. De meter as caras na TV. De entrar onde não foi chamado. De ligar 10 vezes pra fonte que não dá retorno.
Não pode ter vergonha de cobrir buraco na rua. De fazer notinha de rodapé.
Repórter não pode ter vergonha de chorar aumento de salário pro chefe. De implorar frilas pros amigos. De revelar pra namorada o saldo de sua conta bancária. De matar a fome na boca-livre.
Não pode ter vergonha de um dia ainda ser assessor de imprensa.
Repórter não pode ter vergonha de se emocionar na cobertura de uma tragédia. De dizer pra que time torce. De soltar um “puta que pariu” no meio da redação se estiver estressado. De carregar bloquinho e caneta até quando sai com os amigos.
Repórter não pode ter vergonha de ser repórter.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
É hoje e amanhã! Comunicação e Democracia: As Redes e a Rua
Em 2011 fomos surpreendidos pelos eventos políticos no mundo árabe e na Espanha. No Brasil, organiza-se manifestações pela liberdade e intensos debates acontecem em torno dos direitos autorais, controle da internet e da relação do estado com a cultura. Uma dinâmica singular atravessa as redes sociotécnicas e as manifestações públicas, reconfigurando a política no contemporâneo. Novas questões e novos atores transformam antigos problemas ligados à comunicação e à democracia.
Nesses dois dias de trabalho gostaríamos de nos concentrar nessas dinâmicas.
PROGRAMAÇÃO
Nesses dois dias de trabalho gostaríamos de nos concentrar nessas dinâmicas.
PROGRAMAÇÃO
25 de Agosto | Quinta-feira
Mesa da Manhã:
Ivana Bentes (UFRJ), Daniel Aarão Reis (UFF), Renata Lessa (UFF)
Horário: 9h30 às 12h30
Coordenação: Isaac Pipano (UFF)
Mesa da Tarde:
Marcus Faustini (Escritor e gestor público), Pablo Capilé (Circuito Fora do Eixo),
Renato Roseno (PSOL/Ceará)
Horário: 14h30 às 17h30
Coordenação: Rodrigo Capistrano (UFF)
26 de Agosto | Sexta-feira
Mesa da Manhã:
Fernando Resende (UFF), Fernanda Bruno (UFRJ), Cezar Migliorin (UFF)
Horário: 9h30 às 12h30
Coordenação: Edinei Genaro (UFF)
Plenária – Sistematização dos Debates
Horário: 14h30 às 17h30
Sistematização dos Debates
Local: Rua Tiradentes, 148, Ingá – Niterói
Organização:
KUMÃ – Laboratório de Pesquisa e Experimentação em Imagem e Som (Rodrigo Capistrano, Isaac Pipano, Ednei Genaro)
Departamento de Cinema e Vídeo – IACS, UFF
Programa de Pós-Graduação em Comunicação – IACS, UFF
http://redeserua.blogspot.com/
https://www.facebook.com/event.php?eid=261586623859784
KUMÃ – Laboratório de Pesquisa e Experimentação em Imagem e Som (Rodrigo Capistrano, Isaac Pipano, Ednei Genaro)
Departamento de Cinema e Vídeo – IACS, UFF
Programa de Pós-Graduação em Comunicação – IACS, UFF
http://redeserua.blogspot.com/
https://www.facebook.com/event.php?eid=261586623859784
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Mais sobre a pauta
Eu já falei sobre pauta em alguns posts sobre a pauta, mas vou falar de novo porque é um assunto que não se esgota. E um autor complementa o outro.
No livro A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística, Nilson Lage diz que "a denominação pauta aplica-se duas coisas distintas:
a) ao planejamento de uma edição ou parte da edição (nas redações estruturadas por editorias_de cidade, política, economia etc.), com a listagem dos fatos a serem cobertos no noticiário e dos assuntos a serem abordados em reportagens, além de envetuais indicações logísticas e técnicas: ângulo de interesse, dimensão pretendida da matéria, recursos disponíveis para o trabalho, sugestõe de fontes etc.
b) a cada um dos itens dese planejamento, quando atribuído a um repórter. Ele dirá 'a minha pauta', quer que a tenha recebido como tarefa, quer a tenha proposto (o que é comum, particularmente com free lancers)."
Ainda para Nilson Lage, pautas de notícias devem conter:
1) o evento;
2) exigências para a cobertura (credenciais, traje etc.) e contatos para confirmação ou detalhamento da tarefa;
3) indicação de recursos e equipamentos (se comfotografia ou sem; condições para capitação de imagens);
4) o que se espera em termos de aproveitamento editorial (tamanho, duração, previsão de destaque ou urgência) e, no caso das redes de rádio e televisão, a posibilidade de emissão local, regional ou nacional: a localização dos eventos e até a identicação de algumas pessoas é feita diferentemente se a matéria é dirigida ao público de uma cidade ou se destina a um estado inteiro ou a todo país.
Se for o caso, acrescentam-se:
5) o alinhamento editorial, com dados sobre o contexto. Por exemplo, a instrução de relacionar a inauguração da fábrica com o surto de desomprego, de suscitar na entrevista coletiva tal ou qual linha de questionamento etc.;
6) a indicação de fontes subsidiárias, consultores etc.
Mais sobre: Lições iniciais de uma caça às pautas
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Como foi a cobertura ao vivo no rádio do Caso Realengo
O professor de radiojornalismo da UFF, Eduardo Compan, participou do programa Notícia em Foco, da CBN. O tema foi o ataque à escola de Realengo. Durante a conversa, Compan cita vários conceitos muito úteis a nós estudantes de radiojornalismo em particular, como a vocação da rádio all news para grandes coberturas ao vivo.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Arquivo fotográfico Última Hora
Navegando pela internet encontrei esse arquivo online do jornal Última Hora, criado pelo lendário Samuel Weiner nos anos de 1950.
"O Fundo Ultima Hora, parte do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, é composto por 166 mil fotografias, 600 mil negativos, 2.223 ilustrações e uma coleção de edições da Ultima Hora1 do Rio de Janeiro entre os anos de 1951 e 1970, em papel ou microfilme."
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital/index.php
"O Fundo Ultima Hora, parte do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo, é composto por 166 mil fotografias, 600 mil negativos, 2.223 ilustrações e uma coleção de edições da Ultima Hora1 do Rio de Janeiro entre os anos de 1951 e 1970, em papel ou microfilme."
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital/index.php
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Lições iniciais de uma caça às pautas
(Via Novo em Folha)
Pautas ancoradas em um fato recente sempre têm gancho (já que partem justamente da notícia, que passa a ser o gancho). Um exemplo: se eu propuser fazer uma lista das creches públicas em SP, ninguém vai entender por quê. Já se a idéia for listar as piscinas públicas boas, todo mundo vai saber que é por causa desse calorzinho bom que está fazendo na cidade. Isso é ter gancho.
Muita boa idéia que a gente tem é ainda uma pré-pauta. Pode até virar pauta, está no bom caminho, mas ainda exige uma pré-apuração. Por exemplo, temos a idéia de mostrar como está a briga para suceder a AIG como patrocinadora do Manchester, mas ainda é preciso saber se há mesmo uma briga.
Matérias de serviço derivadas de fato quente quase sempre emplacam como pauta, porque têm gancho e não precisam ver hipóteses comprovadas notas curtas podem render mais pauta que grandes matérias --porque ali costuma haver histórias malcontadas ou ainda não contadas dar idéias sem ter medo e palpitar livremente na idéia dos outros é sempre um bom caminho pra encontrar pautas (o velho e bom brainstorm, mas tem que ter liberdade mesmo. Se o chefe acha defeito em qualquer coisinha que a gente fala, é chato e inútil).
Se a gente não está lendo jornal direito, é muito difícil propor uma pauta, porque não se sabe se é novidade ou se já saiu no jornal.
Pautas ancoradas em um fato recente sempre têm gancho (já que partem justamente da notícia, que passa a ser o gancho). Um exemplo: se eu propuser fazer uma lista das creches públicas em SP, ninguém vai entender por quê. Já se a idéia for listar as piscinas públicas boas, todo mundo vai saber que é por causa desse calorzinho bom que está fazendo na cidade. Isso é ter gancho.
Muita boa idéia que a gente tem é ainda uma pré-pauta. Pode até virar pauta, está no bom caminho, mas ainda exige uma pré-apuração. Por exemplo, temos a idéia de mostrar como está a briga para suceder a AIG como patrocinadora do Manchester, mas ainda é preciso saber se há mesmo uma briga.
Matérias de serviço derivadas de fato quente quase sempre emplacam como pauta, porque têm gancho e não precisam ver hipóteses comprovadas notas curtas podem render mais pauta que grandes matérias --porque ali costuma haver histórias malcontadas ou ainda não contadas dar idéias sem ter medo e palpitar livremente na idéia dos outros é sempre um bom caminho pra encontrar pautas (o velho e bom brainstorm, mas tem que ter liberdade mesmo. Se o chefe acha defeito em qualquer coisinha que a gente fala, é chato e inútil).
sábado, 2 de julho de 2011
7° Concurso Universitário do Jornalismo da CNN encerra inscrições dia 6 de julho
A sétima edição do Concurso Universitário do Jornalismo da CNN já está recebendo as inscrições dos trabalhos feitos por estudantes. Com o apoio do Canal Futura e apresentação de Guillermo Arduino, apresentador do programa World Report, o prêmio deste ano tem como pauta a "Energia Renovável".
Para participar, os interessados devem ser estudantes regularmente matriculados no curso de jornalismo. As inscrições deverão ser feitas pelo site www.concursocnn.com.br até o dia 6 de julho. As matérias em vídeo seguindo o tema deste ano poderão ter no máximo dois minutos cada e precisam ser inseridas na conta pessoal do participante nos sites YouTube ou Vimeo e a URL do vídeo público (e com a senha, no caso do vídeo protegido do site Vimeo) deverá ser inserida no campo correspondente de cada ficha de inscrição.
Serão selecionadas três matérias finalistas, que deverão ser enviadas em qualidade de melhor definição (mini-DV ou DVD) para a comissão organizadora, mediante comunicação prévia pela Turner International do Brasil e divulgada no site oficial. Como premiação, o vencedor terá seu trabalho exibido durante a programação da CNN International, além de ganhar uma viagem de três dias para conhecer a sede dos estúdios da CNN, em Atlanta, nos Estados Unidos, junto com seu professor orientador.
A instituição de jornalismo que tiver o maior número de trabalhos enviados e confirmados como válidos receberá um "kit reportagem" com 2 câmeras filmadoras Canon Vixia Hf S11 64gb, 2 rebatedores 5 Em 1 110cm, 2 microfones Shure com cabo, 1 tripé Weifeng e 2 fones de ouvido. Além disso, os professores-orientadores dos autores das três melhores matérias receberão uma placa de menção honrosa como reconhecimento pelo trabalho. O júri que avaliará os trabalhos é formado por renomados jornalistas brasileiros como Marcelo Tas (jornalista/apresentador Band), Sônia Bridi (jornalista/repórter Globo), André Trigueiro (jornalista Globo News/ Blog "Mundo Sustentável"), e Lúcia Araujo (gerente-geral do Canal Futura), além de âncoras da CNN International.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O Twitter e a barriga jornalística
Via Desilusões Perdidas
Barriga não é apenas a saliência arredondada (e ridícula) cultivada por muitos jornalistas que comem e bebem demais. Barriga é a informação falsa divulgada como verdadeira por jornalistas que não têm o cuidado de checar o que lêem ou escutam por aí. Engolem qualquer abobrinha pelo furo imediato. Um caso recente é o da Jovem Pan e a corrida de cadeiras de roda de Hebe Camargo no hospital, fato extraído de um perfil fake da apresentadora no Twitter.
É claro que a barriga jornalística existe desde o surgimento da imprensa, quando Hebe Camargo ainda promovia corrida de carrinhos de bebê na maternidade. Mas tal mancada tende a aumentar com o uso das mídias sociais como fonte de informação. Por isso, criei uma lista de frases do Twitter, de perfis falsos, que não podem ser usadas em uma matéria. Certas declarações jamais seriam dadas pelos famosos abaixo. O negócio é manter o desconfiômetro ligado.
“Admito que a cidade de São Paulo não está preparada para enfrentar as enchentes.”
Twitter do Gilberto Kassab
“Não sei o que seria da limpeza das ruas do meu bairro sem o nobre trabalho dos garis.”
Twitter do Boris Casoy
“Considero o Lula o melhor presidente que o Brasil já teve.”
Twitter do Diogo Mainardi
“Nunca comi pilhas no jantar, pois, à noite, elas são muito indigestas.”
Twitter do Rafael Ilha
“Estou muito feliz. No treino de hoje, com a nova Williams, cheguei na frente de meu companheiro de equipe.”
Twitter do Rubens Barrichello
“Desde que comecei a tomar aquele comprimidinho azul, as mulheres dizem que pareço um jovem de 18 anos.”
Twitter do Oscar Niemeyer
“Já tive mulheres de todas as cores. De várias idades, de muitos amores.”
Twitter do Richarlyson
domingo, 19 de junho de 2011
Offismo: um dos sete pecados do jornalista
Eu já comentei aqui qual é a diferença entre off-the-record e not for atribution, mas queria acrescentar algumas coisas. Lendo 'Sobre Ética e Imprensa', do Eugênio Bucci, ele classifica o "offismo" como um dos sete pecados do jornalista. Eis o por quê:
"Offismo. O off é um termo que faz parte do jargão das redações. Tem origem na expressão inglesa off the record, que designa aquilo que se diz a um jornalista 'confidencialmente', isto é, algo que se diz para não ser registrado. Há aqui uma variante sutil que merece nota. O que a fonte declara em off, rigorosamente, é algo que não deve ser publicado nem mesmo quando ela, fonte, não é mencionada na reportagem.
Diferente disso é aquilo que a fonte declara para publicação, pedindo no entanto sigilo sobre sua identidade. No Brasil, a 'declaração em off' admite os dois significados. Em seu uso mais corrente, a expressão se refere à informação que poderá ser publicada desde que não se identifique a fonte.
Entre nós, é verdade, o uso do off tornou-se rotina e se transformou em abuso. Com frequencia o leitor, o telespectador, ou o ouvinte não fica sabendo da origem da informação. Ele só é avisado de que 'uma alta autoridade do Ministério tal' ou 'um professor que prefere não se identificar' ou ainda 'uma fonte qualificada' disse isso ou aquilo.
Outros recursos para o mesmo procedimento são os cacoetes de texto do tipo 'comenta-se', 'garante-se' etc. Muito comum nas colunas de notas de informação política, econômica, e de interesse geral, esse modo de informar, salvo exceções, é também um modo de desinformar. Afinal: quem diz? quem garante? quem comenta? Não se faz bom jornalismo com declarações anônimas."
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Newspaper Map
Eles logo alertam: se você tem trabalho, não clique. O Newspaper Map é uma espécia de Google Maps dos jornais pelo mundo. São mais de 10 mil diários listados e localizados no globo pelo site. É bem legal. Através dessa geografia a gente pode perceber como o jornalismo está ligado a democracia: onde há mais jornais, há mais liberdades individuais. Bem, por outro lado também podemos perceber que onde há mais dinheiro e o capitalismo mais forte, há mais jornais.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Outras dicas para uma radioreportagem
1) O modo mais utilizado para a montagem da reportagem é o esquema cabeça+sonora+pé ou cabeça+sonora 1+passagem+sonora 2+pé . A fonte é anunciada logo antes da entrada da sonora. Este formato é dominante nas reportagens factuais
2) A grande reportagem, o jornalista pode fazer uma colagem de sonoras. Isso pode simbolizar um conflito de opiniões, se as vozes na colagem são discordantes, ou pode formar um painel com opiniões convergentes. A montagem deve ser clara, o ouvinte tem apenas uma chance de entender a mensagem.
3) Uma forma não usual de utilização da sonora é aquela em que a fonte é anunciada depois da sonora. Como não é usual essa “desanunciação” pode causar mais impacto ao ouvinte que as outras formas.
4) A música e os efeitos exploram a sugestão, criando imagens na mente do ouvinte.
5) Utilizar determinada música numa reportagem pode remeter a um sentimento, ou então quebrar a expectativa, surpreendendo o ouvinte.
6) A música pode trazer uma informação complementar, dizer o que não está claro no texto.
7) Nem sempre a música entra "artificialmente", pinçada do CD de um músico profissional. Há casos em que quem canta a música são os próprios personagens.
8) Desde que não prejudique a compreensão do ouvinte, o som ambiente pode enriquecer a matéria. É o que se chama de cenário sonoro: um trem chegando à estação, o alarme que anuncia o início do recreio numa escola, um tiroteio em meio a gritos de pessoas correndo são bons exemplos.
9) O repórter deve indicar alterações no volume e a função da trilha sonora. Use expressões como: sobe, o volume deve aumentar; desce, o volume deve diminuir; BG, volume da música baixo e em background, no fundo de uma fala; corta, o som deve deixar de ser transmitido.
10) Deve-se indicar no roteiro os locutores e o texto de cada um.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
7 dicas para uma radioreportagem
1) A qualidade da reportagem também depende do som. O esforço na apuração do fato pode ser inútil se a gravação ficar distorcida ou não for possível compreender o que está sendo dito.
2) Nunca deixe o gravador sobre a mesa, isso pode prejudicar a qualidade do áudio.
3) Entrevistas com problemas de áudio só devem ser levadas ao ar se o depoimento for fundamental.
4) Uma sonora pode ser "limpa" na edição. Na maioria dos casos, não há problema em cortar algumas repetições ou hesitações, a menos que a edição final fique truncada ou leve a um entendimento diferente da intenção do entrevistado. No entanto, é preciso, antes, avaliar se o silêncio e a hesitação não constituem informação. Eles podem ser úteis para demonstrar ao ouvinte que o entrevistado teve dúvidas ou precisou de alguns segundos para reflexão.
5) Ao emendar declarações cuide para que o trabalho final tenha coerência e para que não sejam alteradas idéias do entrevistado.
6) Antes de iniciar a montagem da reportagem, ouça o material gravado e selecione os trechos que serão utilizados.
7) Redija o roteiro indicando deixas inicial (D.I.) e deixas final (D.F.) e o tempo da sonora a ser utilizada.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Não deixe a notícia morrer
(via desilusõesperdidas.blogspot.com)
Um jovem jornalista tem poucas dúvidas em relação à palavra “suíte”. Ele sabe muito bem que se trata do local em que pretende abater alguma moça. Seu único dilema é decidir por uma suíte mais básica ou por uma suíte mais top, com hidromassagem e pista de dança. No jornalismo, “suíte” é algo bem diferente, é muito mais do que um quartinho de motel.
Um jovem jornalista tem poucas dúvidas em relação à palavra “suíte”. Ele sabe muito bem que se trata do local em que pretende abater alguma moça. Seu único dilema é decidir por uma suíte mais básica ou por uma suíte mais top, com hidromassagem e pista de dança. No jornalismo, “suíte” é algo bem diferente, é muito mais do que um quartinho de motel.
“Suíte” é o desdobramento do fato, o que acontece no dia ou nos dias seguintes à notícia. Muitas histórias começam hoje e, infelizmente, morrem logo depois, porque o jornalista não se preocupou em ir além ou não teve tempo. Ao contrário dos filmes franceses, que têm começo, têm meio, mas não têm fim, a história jornalística precisa de um desfecho.
Muitas notícias acabam numa nota ou num pronunciamento oficial. Um exemplo: policiais torturam e matam um inocente qualquer numa favela qualquer. Então o comandante do batalhão dá uma resposta qualquer à imprensa, diz que vai abrir uma sindicância interna (qualquer) para investigar os fatos. E a história acaba por aí. O jornalista não apura mais nada, nem fica sabendo se a sindicância foi realmente aberta.
Acompanhei histórias que duraram meses. Buscava elementos novos, interessantes. Algumas dessas histórias pareciam os velhos folhetins de jornal. Mas confesso que demorei um pouco para entender a verdadeira importância da suíte no jornalismo.
Quanto às suítes de motel, desde muito jovem nunca tive dúvidas. Um amigo, mais velho, me ensinou em quais ocasiões devemos optar por uma suíte básica e em quais devemos optar por uma suíte top. Tudo depende sempre, dizia ele, da beleza da moça, a famosa relação custo-benefício. Puta canalha!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Algumas dicas para reportagem de rádio
1) Antes de sair para o cumprimento de uma pauta, o repórter precisa testar o gravador. Sempre levando pilhas adicionais.
2) O repórter não pode confiar apenas em sua memória, deve anotar o que vê e ouve.
3) Um bom repórter tem grande capacidade de observação, habilidade de comunicação, sensibilidade, criatividade e uma sólida formação intelectual.
4) O repórter precisa saber o que quer contar para o ouvinte. Assim, deve saber se precisa, por exemplo, apresentar números, encontrar personagens, apresentar uma perspectiva histórica ou levantar diferentes pontos de vista sobre o assunto
5) Nem sempre será preciso utilizar números para comprovar a tese. O jornalista pode partir de algo específico, mais restrito, que pode representar bem o que se procura comprovar. Muitas vezes, mais vale um bom caso específico que uma pesquisa oficial.
6) O jornalista precisa estudar suas fontes antes da entrevista, saber com o que cada um pode contribuir para a matéria.
7) As perguntas devem ser abertas (Por quê? Como? O quê?). Assim, a sonora que você gravar terá começo, meio e fim - o raciocínio completo do entrevistado. Perguntas fechadas geram respostas lacônicas, não raro limitadas a "sim" ou "não", o que dificulta a edição.
8) O repórter deve saber o que perguntar a cada fonte, deve pesquisar seu entrevistado para não cair no óbvio durante a entrevista e torná-la mais produtiva.
9) Confira os nomes próprios, peça ao entrevistado que soletre e informe-se sobre a forma correta de pronunciar o nome.
10) O repórter deve sempre preparar antecipadamente as perguntas que irá fazer, e elas devem ser claras, diretas e curtas.
11) Permita que o entrevistado conclua o raciocínio sem interrompê-lo com interjeições, elas atrapalham na edição da entrevista.
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